sábado, 28 de janeiro de 2012

Um Dia - David Nicholls

  Antes de iniciar a leitura, estava muito ansiosa para ler Um Dia, já que este romance de David Nicholls teve ótimos comentários recentemente. Nos primeiros capítulos, me desanimei um pouco e achei a narrativa um pouco confusa: a história é contada em um ritmo diferente dos outros livros. Dexter e Emma se conhecem no dia 15 de julho de 1988, e depois de um brevíssimo romance se separam. A partir disso, cada capítulo conta a vida dos dois nos próximos vinte anos, sempre no dia 15 de julho.
   Apesar da narrativa diferente, percebemos o quanto esse estilo combina com a história de Em e Dex, tornando o livro envolvente e emocionante. Com muitas surpresas e reviravoltas, percebemos como o futuro é imprevisível e incerto, aprendendo a valorizar o momento que vivemos, sem esperar pelo amanhã.
    Este livro sai do clichê romântico que temos visto ultimamente, porém, não perde sua graça e sensibilidade. Recomendo a todos que desejam ler uma história emocionante com uma linda lição de vida!

Título: Um Dia
Autor: David Nicholls
Editora: Intrínseca
Ano de lançamento: 2011
Páginas: 416

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Selinho nº 03


Recebi este selo do blog Teen's books.

Regras:
  1. Repassar o selo para 15 blogs e visitá-los;
  2. Responder as seguintes perguntas.

10 coisas sobre mim:
  1. Sou dedicada;
  2. Amo música;
  3. Sou estudiosa;
  4. Adoro plantas;
  5. Adoro animais;
  6. Estou aprendendo piano e violino;
  7. Amo biologia, história e literatura;
  8. O primeiro livro "sem figuras" que eu li foi "O Diário da Princesa" da Meg Cabot;
  9. Adoro andar de bicicleta, mesmo não sendo muito boa;
  10. Adoro praia.

Humor: Depende do dia;
Cores favoritas: Rosa e branco;
Um seriado: Smallville;
Uma frase ou palavra dita por você: Quero comprar esse livro!
O que achou do selinho: Adorei, foi muito legal responder as perguntas!

Blogs indicados: 
 Livros Escondidos, Paixão LiteráriaOitenta mil pensamentos!!!, 'Antes do Amanhecer', Cantinho da Leitura, Books e Desenhos, # - Complexo, Jardim Regado, La na minha estante, Lendo e escrevendo, Nada ou tudo a declarar, The Boy Of Book, Quem além de mim?, Nárgela's, Palavras de Afeto.

Novo bonsai

Romã

  Essa semana comprei outro bonsai, da espécie de Romã. Ele ainda é bem pequeno, e já tem frutinhas vermelhas muito fofas! Gostaria de comprar uma espécie que tivesse flores, como Azaléa, Primavera, Reseda ou Cerejeira, mas é difícil de encontrar. Nas floriculturas, encontramos muitos Pinheiros, Ficus e Romãs, que são mais comuns.
Romã
  No começo de dezembro eu plantei uma semente de cereja. Agora já está nascendo um brotinho. Será que eu vou conseguir transformá-lo em uma muda de bonsai?

Brotinho de cerejeira

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Bonsai

   Há muitos anos eu ganhei um bonsai da espécie Ficus de presente. Na época, não sabia como cuidar e não me interessei. Desde que chegou aqui, não teve muitas mudanças em seu formato, apenas cresceu um pouco e os galhos mudaram levemente de direção.
   Nessas férias, passei a prestar mais atenção nas plantas da minha casa e a regá-las. Percebi que o bonsai parecia fraco e sem vida. Ao pesquisar na internet, aprendi os cuidados que necessitam.
   Hoje transplantei o bonsai para um vaso mais fundo e com terra adubada. Estou muito entusiasmada para que ele melhore! Passando o período de descanso após a transplantação, vou podá-lo um pouco e direcionar os galhos para a lateral. O tronco deverá engrossar também. Futuramente, postarei mais fotos para mostrar como ele ficou.

 Curiosidades
  •  Descobri que na cidade de São Paulo há um Hotel para Bonsais. Os donos podem deixar suas mini-árvores lá enquanto estão viajando para que sejam regadas e recebam os cuidados necessários.
  • Também em São Paulo, há um Hospital destinado ao socorro de  bonsais afetados por pragas ou doenças. Você pode ligar e se informar sobre a situação de saúde de seu paciente.
  •  Cultivar bonsais é algo que exige muita paciência, pois demoram anos para que possamos ver os resultados.
  • Se o seu bonsai está sofrendo um ataque de lesmas, faça uma armadilha: coloque um copo com cerveja perto do vaso, as lesmas irão beber e se afogar!
  • Para ler dicas e aprender mais sobre a arte Bonsai, visite o site Bonsai Kai.
  • Há alguns anos, para uma família japonesa se considerar com tradição ela deveria possuir um bonsai com pelo menos 300 anos. 
  • Um bonsai não é só mais uma planta que você tem em casa, é uma arte e um hobby.

domingo, 22 de janeiro de 2012

José Elffer

Desenho s/ tela 0,80 x 1,00 - José Elffer

   José Elffer é um artista plástico de Santos - SP. Trabalha também como educador e na área do Teatro. Atualmente, vem desenvolvendo uma série de desenhos com o nome "Fábula sem moral".   
   No ano passado, tivemos aula de artes com ele.  No final do ano, a exposição com os trabalhos dos alunos ficou muito criativa.
    Visite o blog José Elffer para acompanhar o seu trabalho.

Desenho s/ tela  0,40 x 0,60 - José Elffer
5º Salão de Arte Contemporânea de Guaratinguetá 2011

sábado, 21 de janeiro de 2012

Em branco

   São infinitas as possibilidades de uma folha de papel. Na fábrica, entre milhares de pacotes que ficam prontos por dia, será que os funcionários envolvidos no processo podem imaginar o que acontecerá com cada nova folha lançada ao mundo?
   Em um pacote de 500 folhas de sulfite adquiridas por um homem, eis aqui o destino de algumas:
   1ª  - Impressão de um boleto bancário para o pagamento de uma nova televisão que ficará no quarto de sua filha mais velha, Suzana.
   34ª - Lista de compras para a festa de ano novo, preparada pela sua esposa. Quando saiu do supermercado, com tudo pronto, jogou a lista, toda amassada, em uma lixeira.
   129ª - Um origami em formato de passarinho, feito por seu filho Carlos enquanto pesquisava na internet novas ideias para dobraduras.
   158ª - Uma pesquisa escolar sobre Juscelino Kubitschek, contendo informações sobre a construção de Brasília.
   221ª - Carlos levou algumas folhas para a escola em uma quarta-feira tediosa. Esta folha particularmente, virou uma bolinha de papel que por engano bateu na cabeça de Maria Clara, gerando fortes ressentimentos.
   367ª - Serviu para anotar um sonho de Suzana, que muito, mas muito depois daria ideia a um livro de sucesso.
   As outras 494 folhas tiveram usos tão meramente simples que não vale a pena mencionar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um conto chinês


  Quinta-feira passada, havíamos marcado de ir ao cinema às 19 h para ver o filme Um conto chinês. Chegando lá, com tudo pronto para comprar os ingressos, descobrimos que a sessão fora cancelada. O motivo? A sala em que o filme seria exibido estava alugada para um casamento. Os convidados estavam chegando, de roupa social, e um fotógrafo capturava cenas no saguão de entrada. Depois de uma longa espera, a noiva subiu a escada rolante de véu e grinalda, encontrando seu futuro esposo no piso superior, ao som de uma música de circo.
  De onde essa música surgiu? Ao mesmo tempo em que o casamento estava para acontecer, um circo funcionava dentro do shopping. As crianças gargalhavam com a apresentação do Homem Foca. Ele fazia malabarismos e truques de equilíbrio, acompanhado de sua assistente.
   Remarcamos para outro dia, mas imprevistos aconteceram e novamente, não foi possível assistir ao filme.
   Ontem, conseguimos, finalmente. Eu não estava com grandes expectativas, porém me surpreendi. Um conto chinês trabalha a questão do absurdo, das coisas inusitadas que acontecem em nosso cotidiano.

Os cem melhores contos brasileiros do século

   Uma coletânea organizada pelo professor Italo Moriconi, reúne contos brasileiros de diversos escritores. Divididos por décadas, podemos notar o desenvolvimento dos temas e as mudanças na forma de escrever.
   Grande parte dos contos não me agradaram, já que selecionar os melhores contos é uma tarefa particular, mas o livro é muito interessante para conhecer outros autores e importantes nomes da literatura brasileira.

Título: Os cem melhores contos 
brasileiros do século
Organizador: Italo Moriconi 
Editora: Objetiva
Ano de lançamento: 2000
Páginas: 622

Etta James

   Hoje perdemos uma grande cantora da história do jazz e do blues. Etta James faleceu aos 73 anos. No ano passado foi diagnosticada com leucemia em estado terminal. Também sofria de mal de Alzheimer e problemas nos rins.


   Com certeza todos já ouviram alguns de seus maiores sucessos, como "At Last", "All I Could Do Was Cry" e "Trust in Me".
   O filme Cadillac Records, lançado em 2008, conta um pouco do início da carreira de Etta, interpretada por Beyoncé. Também podemos conhecer outros ícones do blues, lançados pela gravadora Chess Records.
   Confira a notícia sobre a morte de Etta James aqui.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Exaltasamba

   Ontem, dia 18 de janeiro, eu fui no show do grupo Exaltasamba. Não conhecia todas as músicas deles, mas adorei. Foi uma matinê com entrada liberada para todas as idades. Havia muitas famílias e crianças. Estava muito agradável e animado!
   No final, conseguimos entrar no camarim e conhecer os cantores! Todos eles nos receberam muito bem e foram super simpáticos. Consegui um autógrafo do Thiaguinho, do Péricles e do Pinha!
    É realmente uma pena que a banda vá se separar, tenho certeza que os fãs nunca vão se esquecer deles e lamentam muito o término do grupo.

Autógrafo do Thiaguinho

Autógrafo do Pinha

Autógrafo do Péricles


Selinho nº 02



1º – Linkar o blog que criou o selinho: Biblioteca da Luh


2º – Quem lhe enviou o selinho? Alquimia dos Romances


3º – E responda as perguntinhas abaixo:



  • Nos diga um dos livros te tira da realidade?
A trilogia Jogos Vorazes, de Suzanne Collins.

  • Nos indique um livro e/ou um autor que pode nos mandar para um mundo mágico:
A série Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan.

  • E como seria o seu mundo mágico? Pode descrevê-lo para nós?
Um mundo em que tudo fosse possível e que eu criar qualquer coisa.

4º – Repasse este selinho para 5 blogs Mágicos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Meu primeiro selinho

   Novidade: hoje eu ganhei meu primeiro selinho! Fiquei muito feliz! Recebi da Bel Freitas, do Blogando com a vida.

 Então aí vão as regrinhas:
* Link de volta o blogueiro que o deu.
* Cole o prêmio no seu blog.
* Escolha blogs para receber este selinho, mas tem que ser blogs com menos de 200 seguidores.
* Deixe um comentário nos respectivos blogs, avisando sobre o selinho.

E, assim, vamos conhecendo mais blogs, mais pessoas legais e, também, é uma forma de divulgarmos nosso blog.

Minhas indicadas: 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Manhã


Adoro acordar com o sol entrando pelas frestas da janela. Um dia novo, esperando por mim. Promessa de alegria e esperança para os que sabem aproveitá-lo. Pura renovação.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A menina das conchas - Parte II

Vladimir Volegov
   Manhã do dia 23 de fevereiro de 1989.

   Um homem se aproxima da cama de sua filha e diz:
   - Querida, acorde! Hoje é o seu aniversário!
   A menina abriu os olhos lentamente, ainda um pouco confusa. Olhou para o seu pai. Ele estava muito animado e segurava uma pequena caixa de papel. Jogou o cobertor para o lado e ficou em pé na cama para abraçá-lo.
   - Parabéns Thalia! A sua tia está na sala lhe esperando, ela tem um compromisso e irá embora logo. Mas antes, pegue o seu presente!
    Ansiosa, ela pegou a caixinha. Dentro, estava um colar dourado com um pingente de concha. Era tão reluzente que Thalia não conseguia parar de admirá-lo.
   - Obrigada papai! Eu adorei!
   - Eu sabia que você ia gostar! Agora, você é a menina das conchas. Vá se arrumar que  a sua tia está com pressa.
    Ele saiu do quarto e deixou a menina sozinha. Ela colocou um vestido rosa com babados e o colar que ganhara. Foi para a sala e encontrou a tia sentada na poltrona, perto da janela. Era a irmã de seu pai, mas em nada se parecia com ele. Rabugenta e brava.
  - Olá titia!
    - Bom dia. Feliz aniversário! Trouxe um presente para você, pegue.
   Thalia pegou o embrulho em papel pardo. Era retangular e do tamanho de uns três livros grossos juntos. Rasgou o papel (para a desaprovação da tia) e encontrou uma caixa de madeira. Era cor de mogno e tinha enfeites e floreados em alto relevo. Por dentro era forrada de veludo vermelho. A menina ficou encantada.
  - Obrigada! – Dizendo isso, pulou no colo da tia e a abraçou.

Uma semana depois.

   Na praia, Thalia e seus pais montavam um castelinho de areia. Mais cedo, enquanto sua mãe estivera tomando sol, a menina e seu pai andaram na beira da água e encontraram muitas conchas. A caixa que ganhara da tia de presente serviu para ser a defensora de seu maior tesouro. Lá, guardou todas as conchas que estavam no fundo de uma gaveta e colocou a caixa em cima de um móvel de seu quarto.

A menina das conchas - Parte I


   Naquela manhã, ela decidiu fugir de tudo. Não uma fuga definitiva, mas algo breve, apenas por algumas horas. Precisava de um tempo próprio, sem obrigações e olhares de desaprovação. Foi para a praia assim que o sol nasceu. Não haviam muitas pessoas lá, somente alguns atletas correndo.
   Caminhou na beira do mar, sentindo a água gelada em seus pés. Fazia muito tempo que não sentia a areia fina em sua pele, o cheiro de maresia e o vento oceânico. Era tão bom poder pensar livremente ali, sem pressão externa. Sentia falta da época em que era apenas uma criança, sem grandes problemas e preocupações. Tudo o que queria era crescer, para ser igual aos seus pais.
   Agora, os detalhes daquela parte de sua vida eram nublados. Se abaixou e recolheu algumas conchas que estavam levemente enterradas na areia. Tinham uma tonalidade rosada. Lembrou-se da sua coleção. Guardava-as em uma caixa de madeira que ganhara em seu aniversário de 7 anos, presente de uma tia, como se fossem um tesouro muito precioso. Revivendo as memórias, começou a caminhar em busca de novas conchas.
   A praia ia ficando mais cheia e as pessoas reparavam naquela mulher solitária, rindo e recolhendo conchas do chão. Parecia um passatempo bobo, mas para ela era restaurador. Sentia que uma energia tomava conta de seu corpo e restaurava as feridas abertas em seu coração. Não poderia ter escolhido um lugar melhor para ir.

Força

Vladimir Volegov
   Força. Ser forte é o mais difícil, mas quase sempre, o melhor caminho. Nós sabemos qual é a escolha certa a tomar e ainda fraquejamos, quase cedendo ao lado aparentemente mais fácil. Na maioria dos impasses, cada lado tem suas desvantagens, instantâneas ou perenes.
    Ah, os sentimentos. Característica marcante dos seres humanos. As vezes nos trazem tanto sofrimento, fazendo com que desejemos não nos importarmos tanto com isso, assim pelo menos a nossa vida ficaria melhor. Quando racionalmente tomamos uma decisão, por mais que pareça impossível, precisamos ser fortes e seguir em frente.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Amor incondicional

   Hoje, no final da tarde, resolvi andar no calçadão da praia. Quando estava quase alcançando minha meta, vi uma pequena aglomeração em volta de um carro que estava estacionado na rua. No banco traseiro, estava um cachorro. Desesperado, ele latia, latia, e não havia nada que pudesse ser feito para ajudá-lo. Na janela, apenas uma pequena fresta permitia a entrada de ar. Era de se pensar, após todos os casos publicados na mídia de abandono de bebês e cães em carros fechados, que isso fosse terminar, mas ainda há pessoas com coragem para tal.
   O guarda da CET já estava ali resolvendo a situação e eu continuei meu trajeto. Na volta, percebi que a aglomeração se multiplicara. Além dos cidadãos comuns, haviam policiais, repórteres, agentes de uma organização de proteção aos animais e emissoras de televisão. Todos aguardavam a chegada do proprietário do carro e do pobrezinho canino. Depois de uma longa espera, aparece um casal. Eram os tão esperados e procurados donos do cachorro. Aparentemente, passaram a tarde passeando na praia. O povo estava enfurecido e os jornalistas desejavam obter declarações sobre o ocorrido.
   Em meio ao tumulto, abriram o carro. O cãozinho pulou para fora e foi de encontro aos seus donos. Muito feliz, ele ficou com a língua para fora, como se fosse um sorriso. Apesar de tudo, ele não recriminou o casal como as pessoas fizeram. Apenas demonstrou seu amor incondicional.

A Escritoteca

   A Escritoteca é um lugar inexistente. Surgiu não se sabe onde. Não tem piso, teto, paredes nem qualquer coisa em que se possa tocar. É invisível e indeterminada. Não se sabe que forma vai tomar, afinal, suas posssibilidades são infinitas. É espaço de construção, desconstrução e acima de tudo, imaginação.
   É impossível determinar quando surgiu ao certo, mas ficou conhecida em um dia muito peculiar. Um casamento no cinema, um circo dentro do shopping e uma távola redonda no café foram as principais circunstâncias necessárias para que os escritores descobrissem a existência da escritoteca. Onde ela estava? Dentro da mente de cada um, o tempo inteiro.
   O que se faz nela? Na Escritoteca podemos ser qualquer coisa, viajar para qualquer lugar e fazer tudo o que conseguirmos pensar. Nela, ninguém pode determinar como os fatos serão sucedidos ou quando acontecerão. Porém, ela só se revela para nós quando abrimos nossa mente e deixamos as ideias fluírem da nossa imaginação para o mundo. Para isso, basta um simples abre parágrafo...
   A ideia principal da escritoteca surgiu em uma conversa com meus amigos na quinta-feira.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ego

   Ele olhava ao redor e enxergava apenas seus feitos. No espelho, via nitidamente seus contornos, e tudo o que havia em volta se encontrava em desfoque.
   No mundo inteiro, não havia pessoa alguma que chegasse aos seus pés. O amor próprio era como uma palavra-chave em sua vida.
   O homem não tinha amigos, já que nenhum era digno de sua companhia. Orgulhoso como sempre, não se importava com isso. Seu eu bastava a si mesmo.

Silvio Alvarez

    Silvio Alvarez é um artista plástico de Joanópolis - SP que vem trabalhando com colagens. Ele recorta imagens, fragmentos, etc de revistas e monta painéis e quadros, criando algo totalmente novo e maravilhoso. 
      Ele faz oficinas de colagens para todas as idades, incentivando e trabalhando junto com os aprendizes. Acontecem principalmente em Joanópolis e São Paulo, e também em outras cidades do Brasil.
    Para saber mais, leia uma postagem sobre o Silvio no blog Palavras de Afeto - Silvio Alvarez e visite o blog A Arte de Silvio Alvarez ou o site Silvio Alvarez.

Babel – Silvio Alvarez –colagem sobre MDF – 100 x 100 cm – 2010

Guirlanda de Natal - Silvio Alvarez
Fotos retiradas do blog A Arte de Silvio Alvarez.

Os Pilares da Terra


   É uma minissérie épica com 4 dvds (exibida na tv em 8 capítulos), adaptada dos volumes I e II do livro de mesmo nome, escritos por Ken Follet. Passa-se na Idade Média, envolvendo vários personagens, inicialmente sem ligações, em uma trama envolvente e emociante.

    O tema central envolve a construção de uma catedral e a guerra pela sucessão do trono na Inglaterra, mostrando-nos que em todos os segmentos religiosos, políticos e sociais há sempre pessoas boas e más.
   Gosto bastante desses filmes épicos, mas essa série definitivamente me surpreendeu. Por ser longa, pode se pensar que em algum ponto será cansativo e maçante, porém, em nenhum momento eu me senti entediada.  Se tiverem oportunidade, não deixem de assistir!
   Com certeza os livros de Follet entrarão para a minha lista de próximas leituras.

Leia também uma postagem sobre a catedral no blog Palavras de Afeto aqui.

O guia dos curiosos - Língua Portuguesa - Marcelo Duarte

   Eu amo curiosidades! Já li outros livros do Marcelo Duarte, como O guia dos curiosos, O livro das invenções e O guia das curiosas (o último foi escrito em parceria com a Inês de Castro). Todos recomendadíssimos!
   Li recentemente O guia dos curiosos - Língua Portuguesa e adorei! É muito legal para quem gosta de ler e escrever, pois podemos entender um pouco mais do surgimento da fala, das línguas e da comunicação em si.
   É um livro para ser lido aos poucos, saciando lentamente a curiosidade, dia a dia. Com capítulos bem divididos, fica fácil de encontrar alguma informação específica, como o que é um palíndromo. Se você também é super curioso e quer conhecer mais sobre peculiaridades da língua portuguesa, expressões, origem de palavras, etc não deixe de ler este livro!

Título: O guia dos curiosos 
- Língua Portuguesa
Autor: Marcelo Duarte
Editora: Panda Books
Ano de lançamento: 2003
Páginas: 424

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Como um romance - Daniel Pennac

Título: Como um romance
Autor: Daniel Pennac
Editora: Rocco
Ano de lançamento: 1997
Páginas: 167
   Conheci este livro na biblioteca da escola, e só de ver o título, fiquei interessada. Acabei comprando a versão de bolso e comecei a leitura. Confesso que não tinha lido a sinopse, então estava pensando em uma história de amor ou algo do gênero. Na verdade, Como um romance fala sobre a leitura e o amor aos livros.
   Em menos de 200 páginas, Daniel Pennac conta, de um jeito agradável e bem humorado, como os livros são apresentados às crianças e aos adolescentes. Baseado em suas experiências como professor, ele ensina a devolver o gosto pela leitura aos alunos.
   Não deixem de ler! Para terminar, um trecho escrito na contracapa do livro:
"Direitos do leitor"
1.    O direito de não ler.
2.    O direito de pular páginas.
3.    O direito de não terminar um livro.
4.    O direito de reler.
5.    O direito de ler qualquer coisa.
6.    O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).
7.    O direito de ler em qualquer lugar.
8.    O direito de ler uma frase aqui e outra ali.
9.    O direito de ler em voz alta.
10.    O direito de se calar.

Sombra

Vladimir Volegov
 
   Certo dia, ela percebeu que estava vivendo à sombra do mundo. Não valia a pena sofrer pela opinião das pessoas e desperdiçar seu tempo com coisas vãs diante da efemeridade da vida.
    Descobriu que, se há uma coisa difícil, talvez até impossível de se mudar, é a essência. As pessoas podem até agir diferente por um tempo, mas não se pode garantir uma verdadeira mudança na alma.
    Aprendeu a viver com alegria diante de tudo e olhar sempre o lado positivo de cada situação, pois o tempo de lamentação é infrutífero.
    Compreendeu que o passado, por mais difícil que tenha sido, não importava mais e tudo o que se tem dele são os ensinamentos adquiridos no caminho.
    Por fim, reuniu toda sua coragem e saiu ao sol.


Vladimir Volegov

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Espelho

Vladimir Volegov
   Ali, sentada no jardim, estava uma mulher. Lia um livro qualquer, sem se importar realmente com a história, apenas desfrutando a brisa refrescante e o ar puro. Ela não suportava ficar em ambientes fechados, sentia-se presa. Sabia que um dia teria de abandonar o hábito de vir ao parque todas as tardes para se tornar aquilo que a família esperava dela: a herdeira e sucessora de uma grande empresa. Mas não conseguia se imaginar trancada em um escritório o dia inteiro, sem ver a luz do sol, naquele ar refrigerado e sintético.
   As pessoas passavam com seus cachorrinhos de estimação, falando ao celular e quase não percebiam a mulher com o livro. Apressadas, não tinham tempo para apreciar todos os detalhes como ela apreciava. Conhecia cada parte, sabia o lugar de todos os canteiros e bancos. Seu preferido era o ao lado da fonte. Podia ouvir o som do chafariz e observar as carpas que nadavam no lago artificial.
   Hoje resolveu sentar-se no pequeno muro que circundava o lago. A água estava tranquila, como em uma piscina não frequentada. O chafariz já fora desligado. Se observasse com atenção conseguiria encontrar os peixes se movimentando. Do ponto onde estava, tinha uma visão ampla de todo o parque. Aproximava-se a hora do fechamento, e as pessoas se dirigiam lentamente para a saída.
    Fechou o livro. Já estava no penúltimo capítulo e não se sentia entusiasmada para terminá-lo. Não que fosse ruim, não era, só não estava interessada nesse momento. Olhou para a água tremeluzente. A luz do sol já desvanecia e uma leve penumbra ameaçava se instalar. Podia ver seu reflexo na superfície. Reconhecia seus traços mais marcantes, como os cabelos abundantes e de cor vívida e o nariz afilado. Seus olhos tinham uma aparência atemporal e a boca fina parecia ter uma leve expressão irônica. Mas haviam coisas que não conseguia identificar, como as olheiras profundas e algumas manchas em sua pele originalmente uniforme e macia. Sabia que todos passavam por isso, o lento processo de envelhecimento. Além da parte estética, também havia algo de diferente em sua personalidade, não se sentia mais a mesma pessoa de alguns anos atrás, era como se fosse outra vida.
    Será que dali a vinte anos ainda poderia reconhecer algum traço de hoje? Nesse espelho fraco e um tanto disforme teve uma visão de si mesma mais real do que em qualquer outro. Ela não permitiria que o tempo, as pessoas, ou o qualquer outra coisa mudasse a sua essência e arrancasse sua identidade. Sempre teria onde refugiar seus sentimentos e a sua alma, dentro de si mesma, naquele jardim.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Porta sem automático


   Sem saber que caminho seguir, a maioria das pessoas espera que as portas se abram, como no ditado "Quando uma porta se fecha, outra se abre.". Porém, às vezes, não temos uma porta automática, em que possamos ver o que há do outro lado e decidir, sem o mínimo de esforço. Em algumas, é preciso um pequeno empenho de empurrar a porta e descobrir o que há por trás da madeira maciça. A verdade é que nós temos medo das portas sem automático, mesmo que não estejam trancadas.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Libertação

   Certo dia, finalmente, ela descobriu que ainda podia ser feliz sozinha.
   Reaprendeu a ter autoconfiança e seguir em frente.
   Decidiu trocar alguns momentos especiais, que não tinham raízes sufucientes para se tornarem eternos, por um momento eterno (ou quase) de tranquilidade.
   Ela se libertou desse amor e percebeu que não seria tão ruim como imaginara antes.
   E assim, abriu as portas de seu coração para o mundo novamente.

O leitor

   Ele vivia para os livros. Todos os seus objetivos se concentravam em descobrir uma nova história arrebatadora. A própria vida era irritante, totalmente repulsiva, justamente por não estar escrita.
   Devorara qualquer tipo de livro, dos mais grossos aos mais finos, dos gêneros mais variados. Não se esforçava para fazer amigos, para quê? Os melhores e mais fieis amigos que uma pessoa pode ter são os livros. Fazia somente o necessário para viver, afinal precisava manter o corpo inteiro para os próximos capítulos.
    Quando finalizava uma leitura, ah, o êxtase, mais uma vitória alcançada. Porém, essa sensação não durava muito, e ele logo entrava em desespero, só conseguia se acalmar ao iniciar uma nova trama.
    Alguém se atreve a dizer que ele é infeliz?

A janela

    Os dias passam tão rápido... Naquela tarde ensolarada de outubro Daniel olhava o mar pela varanda de seu apartamento. Ali, na lateral do prédio, observou que havia algumas nuvens brancas como algodão no céu e gaivotas cinzas voavam livremente.
    O ano correra fluidamente, de um jeito sorrateiro que mal se notava. Agora, o senhor descansava em uma cadeira confortável, olhando a paisagem. Sua esposa Carmen estava na cozinha, preparando-lhe um café. Desde que acordara, Daniel estava com certa nostalgia, como se algo lhe tivesse abatido. Porém, nada havia ocorrido e ele ficou sem saber o motivo de tal sensação.

    Moravam em um condomínio à beira-mar, no décimo primeiro andar. Em geral, tinham um bom relacionamento com todos os vizinhos, muitas vezes marcando passeios e lanches com eles nas áreas de lazer. O casal que morava no prédio ao lado, no mesmo andar, era o único que não aceitara a aproximação de Daniel e Carmen, tratando-os como se fossem desconhecidos.

    Depois de cinco anos morando lá, desistiram de ter um convívio amigável com eles. Por esse motivo, quando Maurin, a antipática vizinha, apareceu na janela e o cumprimentou, Daniel ficou extremamente chocado. A mulher estava com roupas simplórias, muito diferentes de todo aquele vestuário elegante que tinha por hábito. Sentou-se no parapeito, de costas para o lado de fora, e começou a limpar a vidraça com o borrifador de algum tipo de produto químico e um pequeno rodo.
    Ainda chocado, lembrou-se que a faxineira havia limpado todos os vidros na semana anterior. Enquanto observava a vizinha, Carmen entrou na varanda e avisou que o café estava pronto.  Daniel contou-lhe o que se passara com Maurin, deixando-a surpresa também.
    No momento em que estava indo para a sala de jantar, ouviram um grito. Voltaram para a varanda e viram que a vizinha tinha se desequilibrado e estava prestes a cair. Atônito, Daniel ficou sem saber o que fazer, completamente mudo e com os olhos aflitos. Carmen gritou.
    A sala de estar de Maurin estava escura, e não havia onde colocar os pés para se equilibrar. Não sabia ao certo o que acontecera, estava limpando calmamente o vidro quando sentiu suas pernas tomarem um forte impulso para cima, o que a assustou. O borrifador caiu de suas mãos, junto com o rodo. Tentou segurar-se na beirada da janela, mas não conseguiu.
    No segundo em que a vizinha caiu, Daniel desmaiou.

    Maurin caiu no jardim que havia entre as duas torres. O impacto foi muito forte, causando um barulho ensurdecedor. Não havia ninguém por perto. Ficou em sofrimento por longos e intermináveis minutos, até que um grupo de pessoas começou a se juntar ao redor.
    - O resgate está chegando!
      - Não desista!
    - Como ela caiu?
    Todas essas palavras não faziam sentido, um burburinho de vozes incessável. Pensou no marido que estava assistindo televisão em casa. Será que ele já percebera?

    Daniel acordou alguns segundos depois, minutos depois de ouvir o baque do corpo. Carmen já acionara o resgate. Transtornados, desceram e foram até o lugar em que Maurin caíra. Algumas pessoas estavam lá, impedindo a visão total da cena. Assim que foram se aproximando, viram Alberto, o marido da vítima. Aparentemente calmo, recebeu os paramédicos. As pessoas se afastaram.

    Maurin avistou os paramédicos e seu marido de um lado. Do outro viu o vizinho que cumprimentara algum tempo antes. Tentou sorrir para ele, mas não tinha forças. Perdera tanto tempo com a sua arrogância, sem imaginar o que o futuro lhe reservava. Pelo menos, conseguiu se redimir antes de morrer.

    Daniel olhou para ela. Maurin, com a respiração entrecortada, virou o rosto levemente para a grama e cerrou os olhos verdes em uma expressão de puro desespero.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Passageiro do fim do dia

   Apressado, Bruno pegou as chaves de casa e a sacola que continha o presente destinado a Patrícia, sua namorada. Era a véspera do aniversário da moça, e ele mal podia esperar para ver que reação ela teria ao receber a surpresa.
   Uma semana antes, Bruno ainda não sabia o compraria para a namorada. Com certeza deveria ser algo inesquecível, já que estavam juntos há 4 anos e o amor dos dois era cada dia maior. Patrícia, apesar da pequena estatura e delicadeza dos traços, tinha uma presença marcante, despertando olhares e a atenção de todos. Bruno realmente precisava surpreendê-la!
   Tarefa difícil, escolher um presente. A moça já tinha de tudo, conhecia quase o mundo todo e costumava ganhar tudo o que queria, não importava o preço. Bruno morava em um pequeno apartamento no centro da cidade e trabalhava todos os dias. Juntara o dinheiro com sacrifício, agora só faltava tomar uma decisão.
   Vagou pelas ruas de seu bairro, sem saber ao certo onde ir, até que avistou uma placa e um estalo se passou em sua mente: ali estava o presente perfeito. Comprou imediatamente, pedindo para a vendedora fazer um embrulho.

   Hoje, com tudo planejado, Bruno parou em frente ao espelho. Seus olhos azuis brilhavam, como os de uma criança. A barba por fazer contrastava com seus traços simétricos e refinados. Passou algumas gotas de perfume na nuca e deixou o apartamento.
   Na esquina de sua rua havia um ponto de ônibus. Normalmente estava cheio, mas nessa quinta-feira não havia uma pessoa sequer. Mesmo com as cadeiras vazias, Bruno preferiu esperar de pé, ansioso. O sol estava se pondo, criando uma mistura de cores intensas no horizonte. Uma brisa gélida começava a surgir, e ele se arrependeu por não ter pegado um casaco.
   Logo após ter separado o dinheiro para a passagem, seu ônibus chegou. O motorista analisou calmamente a nota de cinco reais, oferecendo-lhe o troco. Ao passar pela catraca, Bruno constatou que havia apenas um lugar vago, no fundo. Ao lado, estava um homem. Aparentava ser jovem, porém grande parte de seus cabelos eram brancos.
    O ônibus deu partida. Incomodado com o silêncio constrangedor entre os dois, Bruno tentou puxar conversa. O homem se manteve sério e mudo.
   Inconformado, Bruno olhou pela janela. Nessa manhã, combinou de passar na casa de Patrícia e levá-la para jantar. Ela morava em uma pequena mansão no subúrbio da cidade. Seus pais não quiseram morar perto do centro, lá havia muito barulho, poluição e movimento. Preferiram um lugar sossegado, uma rua calma e arborizada. A única desvantagem era a distância, mas isso não era problema, já que todos na casa de Patrícia possuíam carro.
   O ônibus fez muitas paradas, atrasando o trajeto habitual. Ele começou a ficar apreensivo, não queria deixar a namorada esperando. O sol já se escondera no horizonte, faltando apenas vinte minutos para o horário marcado. Ainda não estavam nem na metade do caminho!
   Percebeu que o homem ao lado dormira, e pensou em acordá-lo para que não perdesse o ponto. Lembrando-se da tentativa de comunicação desastrosa, desistiu.
   Finalmente, depois de quarenta minutos, chegou ao ponto certo. Bruno se despediu do motorista e desceu. Andou três quadras. Parou em frente a casa de Patrícia.
   A janela do quarto dela estava aberta e uma luz leve saia de lá. O resto da casa permanecia em um silêncio inquieto. Hesitou por alguns minutos, a campainha parecia tão distante... Por fim, reuniu toda sua coragem e apertou o botão.
   Ficou parado, daquele jeito ansioso de quem aguarda um grande momento. Patrícia estava demorando muito... Por volta de dez minutos depois, ela abriu a porta lentamente.
   A sala de estar estava escura. Patrícia estava com os olhos vermelhos e inchados, vestida com uma roupa velha, muito diferente do que ela costumava usar. Não cumprimentou Bruno, não lhe mandou entrar, não fez menção de sair.
   Depois de alguns momentos de silêncio absoluto, ela finalmente sussurrou:
   - Nunca mais fale comigo!
    Bruno, em estado de choque, virou-se e saiu da varanda. Andou de volta ao ponto de ônibus com a sacola do presente, intacta, sentindo-se terrivelmente desolado.

Indo contra a maré



   Dizem que sonhar é o começo de tudo. Uns definem sonho como o encanto dos contos de fadas, algo mágico e perfeito. Para outros, sonhar é a grande vontade de alcançar um objetivo.
   Para Júlia, seguir seu sonho era como ir contra a maré. Todos tinham algo a dizer que a deprimia, obstáculos em todos os sentidos.
   Ela sabia de todos os riscos que assumira até agora. Não importa o que acontecesse, Júlia não ia se arrepender. Em todo caminho há uma rota de fuga.

Começando o blog...

   Desde pequena eu tenho o hábito de ler muito. Tornou-se uma paixão e uma das coisas que eu mais gosto de fazer.
   Entre os livros, surgiu-me a vontade de escrever, ter esse poder de criar histórias e expressar meus pensamentos. Porém, acreditava que era algo ainda inalcançável para mim. Muito depois, descobri que basta iniciar a escrita em uma folha desabitada para que as palavras fluam e tracem seu rumo.
   Espero que vocês gostem dos meus textos, será maravilhoso poder compartilhar um pouco de mim aqui.