sexta-feira, 30 de março de 2012

Aegon I, o Conquistador ou Aegon I, o Dragão

Biografia

    Aegon I nasceu em 672 a.C., em uma pequena vila de pescadores, na costa do Mar Mediterrâneo. Seu nome surgiu da mistura das primeiras sílabas de Aevis e Gonty, seus pais. Passou a sua infância aprendendo os ofícios locais, como a pesca e o artesanato. Porém, sempre teve o sonho de se aventurar pelo reino e um dia, tornar-se rei. No verão de seus 15 anos, fugiu de casa levando somente uma espada roubada e uma maçã.
    Era um rapaz de altura mediana, cabelos castanhos, brilhantes olhos azuis e um sorriso encantador. Apesar disso, não era muito bonito.
    Seguindo a estrada que levava para o Vale Rouxinol, utilizou-se da audácia para conquistar alguns bens pessoais. Desafiou um mercador e tomou seu cavalo; apossou-se das roupas de um homem que tomava banho no rio e furtou as moedas de uma jovem dama. Sua fama, ou melhor, má-fama, foi crescendo e propagando-se. Os viajantes temiam encontrar Aegon em seus caminhos. Certa vez, em uma brincadeira com seus fregueses, o dono de uma taberna deu-lhe o nome de Aegon, o Dragão, pois por onde passava, deixava um rastro de destruição e terror.
    Aegon I passou por diversas cidades e foi se tornando muito rico com suas novas conquistas. Depois de 6 anos, cansou-se de viajar e desejou estabelecer residência perto do famoso Rio Tâmisa. Mandou construir um castelo maior que o do próprio rei. Seus escravos trabalharam incessantemente por 7 meses e por fim, deram-lhe um magnífico palácio.
    O rei, profundamente ofendido, mandou que escoltassem o infame homem até sua corte. Diante do julgamento, Aegon foi condenado por roubo, falsidade ideológica, assassinato, estelionato e insulto ao rei. Aegon I, o Conquistador, Aegon I, o Dragão, morreu no calabouço do castelo real, entediado por, infelizmente, não ter mais o que conquistar.


Autobiografia

    Eu, Aegon I, o Grande Conquistador, nasci em uma pobre vila de pescadores na Costa do Mediterrâneo. Meus pais não incentivavam o meu sonho de ser famoso, obter riquezas e proporcionar uma vida melhor para a minha família. Então, obrigaram-me a trabalhar em coisas inúteis por 15 anos. Quando estava suficientemente crescido para fazer minhas escolhas e seguir em busca de meu futuro, deixei meu lar e iniciei minhas viagens.
    Com toda a radiante beleza da juventude, tinha uma esplendorosa altura, olhos azuis como o oceano Atlântico, cabelos brilhantes como as estrelas e um sorriso tão encantador que, por vezes, tinha medo de causar desmaios.
    Fui afortunado de encontrar pessoas tão solícitas que por muitas vezes doaram-me seus objetos de valor. Creio que Deus teve piedade de mim, um jovem de bom coração sem um tostão sequer. Fiz aliança com mercadores, viajantes, homens livres e belas damas, sempre me recordando de seus nomes para que um dia pudesse retribuir o bem que me fizeram.
    A inveja assolou meu nome e soube, por meio de meus informantes, que ganhara o apelido de Aegon, o Dragão. Oh, desprezível humanidade que não se alegra com o sucesso alheio. Um de meus sonhos, incentivado pelos contos de fada, era ter um castelo maior que o do próprio rei. Quando consegui, por fim, construir o meu tão desejado palácio, o rei me intimou a comparecer em sua corte.
    Fui injustamente acusado de muitos crimes hediondos. Condenaram-me a morte, e aqui, nesse calabouço, escrevo as minhas melancólicas e comoventes palavras finais.

2 comentários:

  1. Quero conhecer o Aegon I, ele tem Face? =D

    Parabéns!!! O talento está cada vez maior e melhor, escrever é um dom, mas como todo dom, deve ser aperfeiçoado, esse é mesmo o caminho...
    Bjs! ♥

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