domingo, 24 de junho de 2012

A última carta de amor - Jojo Moyes

Título: A última carta de amor
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano de lançamento: 2012
Páginas: 384
   Comprei este livro pela capa. Nunca tinha ouvido recomendações, comentários, etc. Apenas me apaixonei pelo título e pelo design de A última carta de amor
   O livro intercala passado e presente, contando a história de Ellie Haworth no presente, e a de Jennifer Stirling nos anos 1960. Inicialmente, temos a impressão de que o maior foco é em Jennifer, pois em grande parte da narração nos esquecemos de Ellie. Porém, percebi que as duas histórias se influenciam e, de certa forma, se completam no final.
   
   "Impossível de largar. Devia vir com uma advertência: vai fazer você chorar" Styislt
   Este é o primeiro comentário no topo da capa. Quando terminei a leitura, fiquei surpresa por não ter chorado, como dizia a advertência. Mas, isso não torna o livro menos emocionante. Jojo Moyes não se tornou melodramática ao narrar a história, criando aqueles discursos repetitivos e tristes. Pelo contrário, apesar de todas as surpresas ao longo da vida, Jennifer enfrentou tudo com segurança e força.

   Emocionante, sensível e com uma sensação de realidade, é impossível não gostar. 

Lei de Snell ou Lady Snell

ANOTAÇÕES PARA A REPORTAGEM

   Os dados a seguir são apresentados conforme o relato do Sr. ______.
   Aproximadamente às 12 horas e 52 minutos do dia 04 de junho de 2012, , o Sr. ______ caminhava com suas duas filhas pequenas, levando-as para o colégio. Já estavam na rua lateral, quando, ao ouvir as vozes dos pedestres que também estavam naquela quadra, percebeu que se tratavam de três estudantes. Falavam muito alto e pareciam exaltados. O garoto gritou "Lady Snell, venha aqui menina!!!", dirigindo-se à filha mais nova do Sr. ______, que se assustou e começou a chorar.
   "Eu fiquei indignado com a audácia daquele garoto. Hoje em dia os jovens não têm mais nenhum senso de respeito, estão cada vez mais inconsequentes. E se tivesse acontecido algo pior com a minha filha? Quem ia se responsabilizar?" diz o pai da vítima.
    Orientado pela diretora da escola, veio até o departamento de polícia mais próximo e registrou a queixa. Espera que medidas sejam tomadas para impedir que uma situação desagradável como essa ocorra novamente.

   Dois dias depois, o acusado foi intimado a comparecer à delegacia e prestar um depoimento. A seguir, a transcrição dos fatos apresentados por ele: "Foi tudo um mal-entendido. Eu estava voltando para casa com minhas amigas quando, brincando, comentei sobre a Lei de Snell, uma fórmula de Física. Estávamos rindo, lembrando da aula. O Sr. ______ estava andando na nossa frente com as meninas. Eu não o conhecia. Eu juro, não chamei a filha dele de Lady Snell,  estávamos apenas conversando sobre a aula. O pai da menina entendeu que eu tinha assustado a menina de propósito! Acho que falei um pouco alto demais. Ele ficou furioso comigo, começou a perguntar qual era o meu nome e se eu estava gostando da brincadeira. Pensando que fora intencional, não me deu chance de explicar nada. Eu nem cheguei perto da criança, não sei por que ela começou a chorar. Só queria pedir desculpas. Não tive a chance de me desculpar e me esclarecer, o que poderia ter evitado toda essa confusão."
   Os pais do jovem, ao descobrirem que o caso seria noticiado na mídia, resolveram abrir um processo por Danos Morais.

   Os nomes dos envolvidos foram omitidos para preservar as identidades.


A verdadeira Lei de Snell

"Esta postagem é baseada em fatos reais."

A última carta de amor?

         Para __________,

    2007 talvez não tenha sido o melhor ano de nossa história, mas chegamos até aqui, com nossos erros, nossos acertos. Momentos bons, momentos ruins.
   Espero que esse livro lhe ajude a me entender melhor, da mesma forma que venho me esforçando para entendê-la. 
   No encontro de entendimento mútuo, talvez reencontremos a alegria, o gracejo e juntos sorrindo comecemos a escrever.
   Como serão as nossas vidas, ou melhor, o nosso futuro, a nossa vida. 
   Tenho dito e vou repetir aqui: te amo! Te amei desde o primeiro momento que te vi, continuo amando e assim vai ser sempre, mas quero ver a paz e a felicidade em nossas vidas.

   A paz de Jesus e um Feliz Natal!

                                                        ____________________***


    Fechou o livro bruscamente. Seus olhos inundaram-se de lágrimas. Lembrou-se do dia em que lera a dedicatória pela primeira vez, emocionando-se. Agora, tudo o que queria era esquecer que ele existira em sua vida, nunca mais ter que reviver esse sofrimento.
     Reuniu todos os presentes que ele lhe dera, todas as cartas, todas as coisas que reavivassem a lembrança. Com pesar, colocou a caixa no carro. Deu a partida. Uma nova e melhor fase certamente viria.

*** Esta dedicatória foi encontrada no livro "Correio Feminino" - Clarice Lispector, pertencente à uma Biblioteca Municipal. (Em breve postarei uma resenha deste livro!)